Conflitos e perguntas. Como mudam de uma hora para outra...
Ora me perturbam, ora nos perturbam...
Ora, senhora, horas como a de agora não são as mesmas de outrora.
Se antes dúvidas endividadas, agora certezas acesas.
A rima de humor com amor não se dá apenas no sentido fonético da combinação.
De repente, descobre-se que o toque das teclas se troca e começa a tocar um teco diferente.
As palavras são as mesmas desde o beabá. Mas, de repente, a pronúncia ganha forma e o sorriso vira música. Música aos ouvidos a gente já sabe como é. A descoberta é a música aos olhos e ao coração. Até parece que ele, não contente com o ritmo de estilo clássico, procura fazer uma batida diferente. É assim que acontece, é consequente. Uma melodia como uma batida de coração. Sabe-se que há uma coleção, falando de músicas com o coração explicitamente imposto, mas quantos corações se conhece com uma musicalidade colocada de maneira tão mais escancarada, que os olhos, mudos, falam, vibram e dançam?
Ah, é difícil perceber seu som abafado e discreto diante de tantos graves e agudos e timbres tão distintos, mas quem toca o bumbo, sente seu compasso.
Esses dias eu estava dizendo que rosa não é nome de cor, rosa é codinome de flor.Parei e pensei. Risquei e rabisquei, de rosa. Menos uma pergunta sem dor, mas qual seria então o nome dessa cor?
Ih, rimou. Humor e amor, né?
Ao invés de flor ser cor de rosa, por que não rosa ser cor de flor?
Ai essas perguntas sem respostas expostas
e essas rimas sem sentido sentido...
domingo, 29 de junho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
Conscientização ambiental
Cada dia um debate diferente.
Cada batida um som eminente.
Cada mina uma pedra reluzente.
Cada luz uma cor transparente.
Cada trânsito uma lei ausente.
Debati com uma pedra:
- Cadê o som e cadê a cor?
Rebateu ela:
- Cadê a lei?
Cada batida um som eminente.
Cada mina uma pedra reluzente.
Cada luz uma cor transparente.
Cada trânsito uma lei ausente.
Debati com uma pedra:
- Cadê o som e cadê a cor?
Rebateu ela:
- Cadê a lei?
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Pensando alto
— E você, por que desvia o olhar?
(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarrá-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)
- Ah, porque eu tenho vergonha.
Diálogo - Rita Apoena
(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarrá-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)
- Ah, porque eu tenho vergonha.
Diálogo - Rita Apoena
terça-feira, 17 de junho de 2008
Há poesia no espelho
Talvez eu tenha visto filmes demais.
00:00; 23:23; 23:32; 21:21; 13:13. Será que alguma coisa tá acontecendo? Me disseram que tem alguém pensando em mim. Me disseram quem está pensando em mim. Quem me disse. Quem não parece ser nada demais. Mas quem me fez pensar que talvez eu tenha visto mais filmes do que devia ter visto. Quem me chamou a atenção e me fez atravessar o Rio de Janeiro duas vezes no mesmo dia. Quem me faz parar para olhar as perfeições que não encontro, mas as mesmas me encontram. Me catucam de um lado e vão para o outro. Assim, prendem minha atenção. Quando vejo, passam das dez.
Quem cortou um pedacinho da minha atenção, guardou-o e disse que eu tinha que voltar para pegar de volta. Mas eu acho que quando eu voltar vou é ter outra fatia tirada.
Um longa-metragem quando é muito bom, vira curta. Não quero ver mais filmes. Quero ser meus filmes, apesar de não querer ser sozinho no elenco.
Tô cansado de ser meu próprio antagonista. Chega de roteiros confusos. Vamos improvisar. Sem mais falas e movimentos decorados. Não quero nada repetido. Quero que meu filme de amor não tenha diretor.
Talvez de incomum já baste eu.
Seu rosto é poesia. Poesia saiu da minha boca e letras nem foram usadas.
Quem, é vc?
00:00; 23:23; 23:32; 21:21; 13:13. Será que alguma coisa tá acontecendo? Me disseram que tem alguém pensando em mim. Me disseram quem está pensando em mim. Quem me disse. Quem não parece ser nada demais. Mas quem me fez pensar que talvez eu tenha visto mais filmes do que devia ter visto. Quem me chamou a atenção e me fez atravessar o Rio de Janeiro duas vezes no mesmo dia. Quem me faz parar para olhar as perfeições que não encontro, mas as mesmas me encontram. Me catucam de um lado e vão para o outro. Assim, prendem minha atenção. Quando vejo, passam das dez.
Quem cortou um pedacinho da minha atenção, guardou-o e disse que eu tinha que voltar para pegar de volta. Mas eu acho que quando eu voltar vou é ter outra fatia tirada.
Um longa-metragem quando é muito bom, vira curta. Não quero ver mais filmes. Quero ser meus filmes, apesar de não querer ser sozinho no elenco.
Tô cansado de ser meu próprio antagonista. Chega de roteiros confusos. Vamos improvisar. Sem mais falas e movimentos decorados. Não quero nada repetido. Quero que meu filme de amor não tenha diretor.
Talvez de incomum já baste eu.
Seu rosto é poesia. Poesia saiu da minha boca e letras nem foram usadas.
Quem, é vc?
Ai! Se sêsse!...
Se um dia nós se gostasse;
Se um dia nós se queresse;
Se nós dos se impariásse,
Se juntinho nós dois vivesse!
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nós assubisse?
Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué toulíce?
E se eu me arriminasse
e tu cum eu insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse?...
Tarvez qui nós dois ficasse
tarvez qui nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôdas fugisse!!!
Se um dia nós se queresse;
Se nós dos se impariásse,
Se juntinho nós dois vivesse!
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nós assubisse?
Mas porém, se acontecesse
qui São Pêdo não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué toulíce?
E se eu me arriminasse
e tu cum eu insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse?...
Tarvez qui nós dois ficasse
tarvez qui nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôdas fugisse!!!
Zé da Luz
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