terça-feira, 17 de junho de 2008

Há poesia no espelho

Talvez eu tenha visto filmes demais.
00:00; 23:23; 23:32; 21:21; 13:13. Será que alguma coisa tá acontecendo? Me disseram que tem alguém pensando em mim. Me disseram quem está pensando em mim. Quem me disse. Quem não parece ser nada demais. Mas quem me fez pensar que talvez eu tenha visto mais filmes do que devia ter visto. Quem me chamou a atenção e me fez atravessar o Rio de Janeiro duas vezes no mesmo dia. Quem me faz parar para olhar as perfeições que não encontro, mas as mesmas me encontram. Me catucam de um lado e vão para o outro. Assim, prendem minha atenção. Quando vejo, passam das dez.
Quem cortou um pedacinho da minha atenção, guardou-o e disse que eu tinha que voltar para pegar de volta. Mas eu acho que quando eu voltar vou é ter outra fatia tirada.


Um longa-metragem quando é muito bom, vira curta. Não quero ver mais filmes. Quero ser meus filmes, apesar de não querer ser sozinho no elenco.
Tô cansado de ser meu próprio antagonista. Chega de roteiros confusos. Vamos improvisar. Sem mais falas e movimentos decorados. Não quero nada repetido. Quero que meu filme de amor não tenha diretor.

Talvez de incomum já baste eu.


Seu rosto é poesia. Poesia saiu da minha boca e letras nem foram usadas.
Quem, é vc?

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