sexta-feira, 19 de junho de 2009

Mulheres

Mulher é um bicho engraçado. Odeiam os homens por serem todos iguais e odeiam as mulheres quando estão iguais a elas mesmas. Vivem dizendo que os homens são, além de iguais, todos enrolados. É claro que são! As mulheres são todas diferentes! Se fossem todas iguais, como os homens, estes não teriam nada que os enrolasse. Quando você notar alguma mulher se complicando, tenha certeza: tem outra mulher envolvida.

A namorada de um amigo meu contou a ele que ontem teve uma decepção com uma amiga. A amiga está passando por uma difícil fase de pós-separação de um longo relacionamento. Se a separação tivesse sido tranquila e normal, talvez nem houvesse crise depois. Até porque a menina é bonitinha e rapidinho tampa o buraco do encalhe. O chato é que o cara, depois de anos de namoro, terminou a relação fazendo muita filhadaputagem. Eu, que conheço a história, daria muita porrada no cara se fosse o pai dele. Por isso mesmo nem me pergunte o que eu faria se fosse o pai dela.
Mas até aí, que se dane. Já foi. Bola pra frente. Vamos logo partir pra outra afim de não deixar essa crise existencial se expandir.
As semanas passam, essa namorada do meu amigo decide acabar com o sedentarismo rotineiro e se matricular em uma academia, a mesma que também malha um outro casal de amigos e, por acaso, aquele que merecia ser decapitado.
Como antes de tudo acontecer, todos se conheciam, o contato continua. É claro que nada que passe de cumprimentos educados, como "oi" e "tchau", afinal nunca foram tão amigos assim. E então a amiga liga ontem, chorando:
- Eu tô com ciúmes dessa sua amizade com ele.

Não preciso falar mais nada sobre o porquê da decepção, né? Das duas, três: ou a amiga estava desconfiada que houvesse interesse de alguma ou ambas as partes, ou achando que esse meu amigo ná conta do recado. No final, deu pra ver que insultou todo mundo que nada tinha a ver com o tapa que ela tomou na frente. Porque o "chute que tomou atrás" é pouco.

Você não vê um homem desconfiado do amigo com a sua ex-namorada. Se o cara tá desconfiado, é da mulher. Porque se o amigo tá no meio, não há desconfiança, há certeza.
Um cara não liga para o outro para dizer que tá com ciúme. Liga para perguntar que merda é essa que tá acontecendo.
E tudo logo se esclarece como um mal-entendido ou a situação fica preta de vez. Não fica nesse lenga-lenga instável que termina sempre em um pedido de desculpas com um vestígio de desejo de "ainda vou acabar com ela" enrustido.



Lembro que diziam que as mulheres estavam para dominar o mundo. Mas elas não vão, sabe por quê? Simples: mulheres odeiam mulheres.


Os homens sabem que há mais peixes no mar.
Quando um cara apresenta a namorada para o amigo solteiro, o amigo pensa:
- Cara, mina maneira. Tomara que eu encontre alguém como ela para mim.

Já quando uma mulher apresenta o namorado para a amiga solteira, a amiga espera os dois saírem e conclui:
- Eu quero ELE! Prefiro que ela fique viva pra ter a quem contar depois, mas se precisar eu corto o pescoço dela!

Mulheres odeiam mulheres.

Os caras não chamam os amigos de amigos à toa. Não são concorrentes. Há uma linha que demarca o território de cada um. E a lei de terras, nesse caso, é raramente desrespeitada.
Já as mulheres são os fiscais da imigração das amigas.

As mulheres são todas diferentes. A minha namorada é um ótimo exemplo: não há nenhuma outra como ela.(^^/)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Sacudindo a poeira

É com muita honra que venho aqui dizer que estou voltando a escrever para mim.
Estou com a impressão de que as coisas estão evoluindo rápido demais e me incomoda o fato de haver possibilidade de, futuramente, eu não ter registrado todo esse desenvolvimento nas minhas palavras.
Em meio aos últimos seis meses, me vi crescendo mais que quaisquer outros seis meses passados por mim. Claro que há aquele acelerômetro verificando que o tempo só não passa mais rápido por nós do que nós por ele, o que nos dá a impressão de que os últimos acontecimentos foram os mais cruciais para o momento presente, mas nem sempre isso acontece. Talvez daqui a seis meses eu esteja repetindo minhas palavras contradizendo justamente o que acabo de dizer. Eu não sou de me contradizer, muito menos de repetir palavras, mas não sou sábio suficiente a ponto de conhecer e controlar a influência que o tempo exerce sobre meu discurso.

"F". É o que eu tenho a dizer após três parágrafos gaguejando e uma pitada um pouco maior de otimismo. Três meses, três anos caminhando a enormes minúsculos passos, (três casais dormindo com privacidade em uma lancha de 33 pés, haha). Deve haver algo com o três...

Nunca vi ninguém tomar a iniciativa de me descrever. Caso alguém que saiba o que diz o fizesse nesse instante, não deixaria de frisar o meu otimismo. Otimismo esse que, acredito eu, não tenha nascido comigo. Tudo deu certo(até o momento...) e isso só me faz acreditar que vai continuar dando, é só não mexer no time. E que time eu tenho. Não é à toa que quase enlouqueci de saudades nos três meses que fiquei fora. É impressionante a certeza de que tem algo faltando quando, na prática, de fato não tem.
Os últimos parênteses fazem questão de mostrar que também tenho meus pés no chão. Mas com o time que eu tenho, levantar vôo realmente se torna uma tentação.

Esforçados, felizes e formidáveis.
"F" me lembra uma piada. "3" me faz lembrar do meu time.