sexta-feira, 22 de maio de 2009

Sacudindo a poeira

É com muita honra que venho aqui dizer que estou voltando a escrever para mim.
Estou com a impressão de que as coisas estão evoluindo rápido demais e me incomoda o fato de haver possibilidade de, futuramente, eu não ter registrado todo esse desenvolvimento nas minhas palavras.
Em meio aos últimos seis meses, me vi crescendo mais que quaisquer outros seis meses passados por mim. Claro que há aquele acelerômetro verificando que o tempo só não passa mais rápido por nós do que nós por ele, o que nos dá a impressão de que os últimos acontecimentos foram os mais cruciais para o momento presente, mas nem sempre isso acontece. Talvez daqui a seis meses eu esteja repetindo minhas palavras contradizendo justamente o que acabo de dizer. Eu não sou de me contradizer, muito menos de repetir palavras, mas não sou sábio suficiente a ponto de conhecer e controlar a influência que o tempo exerce sobre meu discurso.

"F". É o que eu tenho a dizer após três parágrafos gaguejando e uma pitada um pouco maior de otimismo. Três meses, três anos caminhando a enormes minúsculos passos, (três casais dormindo com privacidade em uma lancha de 33 pés, haha). Deve haver algo com o três...

Nunca vi ninguém tomar a iniciativa de me descrever. Caso alguém que saiba o que diz o fizesse nesse instante, não deixaria de frisar o meu otimismo. Otimismo esse que, acredito eu, não tenha nascido comigo. Tudo deu certo(até o momento...) e isso só me faz acreditar que vai continuar dando, é só não mexer no time. E que time eu tenho. Não é à toa que quase enlouqueci de saudades nos três meses que fiquei fora. É impressionante a certeza de que tem algo faltando quando, na prática, de fato não tem.
Os últimos parênteses fazem questão de mostrar que também tenho meus pés no chão. Mas com o time que eu tenho, levantar vôo realmente se torna uma tentação.

Esforçados, felizes e formidáveis.
"F" me lembra uma piada. "3" me faz lembrar do meu time.

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