Haja o que houver, há de se estabelecer a beleza da busca pelo ideal.
Perguntam-me o que alguém como eu procura estudando engenharia mecânica. Sei que não é todo dia que se encontra um apaixonado pela metafísica da natureza e da expressão humana querendo ser engenheiro, quando quem costuma ter tal desejo restringe-se à física e à matéria.
Ainda fico sem saber como explicar direito, mas, de alguma forma, tento transparecer que aí é onde está a incógnita dessa inequação que encontram em mim.
Falando como aprendiz de engenheiro, sabe-se que incógnitas podem ser variáveis, tornando a possibilidade de sistemas algo verdadeiro. E quero que falem-me algo mais metafísico que a diferenciação de fases encontrada na palavra "variáveis".
Questionam-me às vezes com argumentos como "Como pode uma pessoa que tem talento com palavras e pincéis ter gosto por matemáticas, matrizes, números e suas notações?". Daí me recordo de uma certa música que possui um trecho mais-adequado-impossível para ser parafraseado neste tipo de situação: "por que é que não se junta tudo numa coisa só?".
Quem foi que disse que não se pode fazer poesia com uma fórmula mecânica? Se já há a matemática da arte, por que não abrir um pouco mais os olhos e integrar a arte da matemática? Não há razão para se colocar um limite entre as duas o tempo todo. Limites, integrais... quem conhece sabe que não tem jeito de fundamentar estes conceitos sem usar a imaginação. Não entendo o motivo de insistirem que letras e números são de mundos diferentes, em tempos onde se fala tanto sobre inovação tecnológica. E a inovação, a ânsia pelo novo e a sede de ser original é o que deve acontecer na cabeça de cada um.
Seguindo o exemplo do que fazem o 1 e o 3 ( os dois ficam em um amasso intenso logo ali entre o "a" e o "c" e ainda pensam que ninguém os percebe), que os algarismos namorem!
Que a auto-expressão sem medo, esteja ela entre vírgulas ou variáveis, acentos ou porcentos, suposições e subtrações, sublinhada, subestime os parênteses.
Vamos desenhar em planos cartesianos e não nos preocupar mais se as funções possuem um ponto em comum no gráfico ou não. Tracejemos a linha que bem entendermos, independente de "x" ou de "y", afinal, tem um abecedário inteiro para se misturar entre os quadrantes.
Os romanos já nem sabem mais o que são, e os que são pensam que sabem...
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